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    Com a mente fervilhando de idéias
Antonio Souto - ansouto@oi.com.br
 

Olha só que beleza que eu acabei de descobrir:

Os melhores momentos para se escrever alguma coisa são aqueles em que, justamente, não se tem nada em mente para escrever.

Isso, é claro, considerando que sempre se pode lembrar na hora de alguma coisa que valha a pena ser escrita. Porque escrever por escrever é chato pra caramba!
A gente fica na frente do computador olhando para o teclado, procurando formatar a página do editor de texto, ou então abre o bloco de notas e nada, nenhuma idéia para começar. Então você resolve se levantar e ir pegar um copo de vitamina ou um suco de frutas na geladeira. Vai até a janela do quarto e começa a espiar a paisagem se desligando totalmente da tarefa de escritor. Começa então a perceber as pessoas passeando nas calçadas e observa quanta gente andando de lá pára cá. Subitamente começa a sentir saudade de algumas pessoas, pessoas para quem  você deveria ter dito  um oi em alguma hora porque devia valer a pena, por supor que essas pessoas não eram tão negligentes, apenas perdidas. Começa a sentir  saudades de uma menina que namorou  , do pai dela que brigava muito  porque   dava uns amassos no portão antes de se despedi. Lembra  até de um dia que ela  deu um tapa só porque  colocou  a  mão no seu peito. Sente ate a dor do tapa porque doeu bastante.

Começa sentir saudades de um acampamento feito com uns amigos. Eram  5 camaradas. Um levava as panelas pra cozinhar o macarrão , o outro levava o lampião, o outro as varas de pescar,  alguém  levava o dinheiro para pagar as contas e o quinto levava o violão. Agora vejam só vocês vão perguntar. E a barraca? Quem levava a barraca? Pois é, não tinha barraca, era um acampamento sem barraca. Imagina., cinco marmanjos acampando sem barraca. Aquela viagem foi um horror. Só que ela hoje serve como  uma doce lembrança.

E de repente, nesse exato momento  volta-se aos  treze/quatorze anos, quando se cantava músicas dos Novos Baianos, Caetano Veloso, ou então um rock dos Beatles. Todas as melodias que eles fizeram praticamente acompanharam a mocidade de muita gente.  Tinha uma música do Caetano que a  letra  dizia algo  como: “ é proibido proibir” . É um verso legal , não acham?
Após beber um copo cheio de vitamina e fazer observações diversas voltei ao meu compoutador cheio de intenções e disposição para escrever , pois acredito que  existe algo  dentro da gente que nos auxilia muito na hora de escrever. São experiências vividas.  Como  eu disse no início desse papo, escrever por escrever é chato, portanto lembrar de acontecimentos que foram importantes para a gente é legal, e mais legal ainda quando pensamos nos pequenos detalhes que naquele dia  não notamos. É um exercício interessante para nossa mente que se a gente parar para observar esta fervilhando de idéias.  

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